Windows 10 ESU em 2026: como preparar os computadores da sua empresa
Ainda usa Windows 10 na empresa? Entenda como funciona o ESU, quando ele faz sentido e como planejar a migração para Windows 11.

O suporte regular do Windows 10 versão 22H2 terminou em 14 de outubro de 2025. Isso não fez os computadores pararem de funcionar no dia seguinte, mas mudou o contexto de risco e manutenção: fora dos programas e ciclos aplicáveis, esses dispositivos deixaram de receber o fluxo regular de atualizações e o suporte correspondente.
Em setembro de 2026, muitas empresas ainda dependem de máquinas com Windows 10. Algumas têm hardware compatível com Windows 11, mas ainda não concluíram testes. Outras mantêm aplicações legadas, periféricos específicos ou equipamentos que não atendem aos requisitos do sistema atual. Por isso, a decisão não deve ser apenas “atualizar tudo” ou “manter tudo como está”.
O caminho começa por um inventário confiável. A partir dele, a empresa pode avaliar Windows 10 ESU para empresas como medida temporária, migrar os dispositivos compatíveis para Windows 11, substituir equipamentos sem perspectiva adequada de continuidade ou combinar essas alternativas em uma estratégia híbrida.
O que é Windows 10 ESU?
ESU significa Extended Security Updates, ou Atualizações de Segurança Estendidas. É um programa da Microsoft que permite que dispositivos elegíveis continuem recebendo determinadas atualizações de segurança durante uma transição após o fim do suporte regular.
Para um gestor não técnico, a melhor forma de entender o ESU é como uma ponte com prazo definido. Ele pode reduzir a exposição de computadores que ainda não podem sair imediatamente do Windows 10, enquanto a empresa testa aplicações, organiza orçamento, substitui hardware ou executa uma migração em etapas.
O ESU não é uma nova versão do Windows, não moderniza o computador e não adiciona um pacote de novos recursos. Também não garante que programas antigos, drivers ou periféricos continuarão compatíveis. Ele não substitui uma migração planejada, não constitui uma solução permanente e não equivale ao suporte técnico normal e irrestrito do produto.
A empresa também não deve confundir a instalação de um pacote de preparação com a inscrição efetiva no programa. Edição, versão, estado do dispositivo, elegibilidade e pré-requisitos precisam ser conferidos antes de qualquer ação.
Windows 10 ESU em 2026: quando termina o primeiro ano?
Em setembro de 2026, o primeiro período anual do ESU está próximo do encerramento. As datas validadas para os períodos comerciais são:
- Ano 1: 15/10/2025 a 13/10/2026;
- Ano 2: 14/10/2026 a 12/10/2027;
- Ano 3: 13/10/2027 a 10/10/2028.
A documentação oficial consultada apresenta uma divergência sobre o início do Ano 1: uma página indica 15 de outubro de 2025, enquanto outra usa 14 de outubro de 2025 como início do ESU. Os encerramentos dos três períodos coincidem nas fontes analisadas. Para uma empresa tomando uma decisão em setembro de 2026, o ponto operacional mais importante é que o primeiro período termina em 13 de outubro de 2026.
Os anos são sequenciais, e há regras cumulativas. Uma organização que entra posteriormente pode precisar adquirir também os períodos anteriores aplicáveis. O ESU não deve ser tratado como assinatura mensal. Como condições comerciais podem depender do canal, do contrato e do momento da aquisição, a regra aplicável deve ser validada antes da contratação, sem presumir preço ou modalidade.
Quais computadores podem usar Windows 10 ESU?
No fluxo comercial geral validado pela Microsoft, o programa se dirige a dispositivos com Windows 10 versão 22H2 em edições comerciais elegíveis, como Pro, Enterprise e Education. Isso não significa que qualquer computador identificado apenas como “Windows 10” possa entrar automaticamente.
É necessário verificar a edição instalada, a versão, as atualizações existentes, o estado de ativação e os demais pré-requisitos oficiais. Máquinas em versões diferentes, instalações sem manutenção adequada ou produtos com ciclos próprios exigem análise separada.
Em setembro de 2026, a Microsoft publicou o KB5126256, um Licensing Preparation Package mais recente para dispositivos aplicáveis ao programa. A documentação de suporte informa que ele substitui pacotes anteriores, incluindo o KB5072653, publicado em 2025. A instalação isolada do pacote, porém, não inscreve automaticamente o computador no ESU e não dispensa a validação de edição, versão, elegibilidade e pré-requisitos.
Também é essencial separar três produtos que podem parecer semelhantes pelo nome:
- Windows 10 22H2, usado no fluxo comercial geral do ESU;
- Windows 10 Enterprise LTSC 2021, com ciclo próprio e oferta ESU específica;
- Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021, com ciclo de vida diferente.
Regras, datas, pacotes e procedimentos de um deles não devem ser transferidos automaticamente para os demais.
ESU vale a pena ou é melhor migrar para Windows 11?
Não existe uma única resposta correta para todas as empresas ou para todas as máquinas do mesmo escritório. A decisão deve considerar hardware, aplicações, periféricos, criticidade, prazo e custo operacional.
O ESU pode fazer sentido temporariamente quando existe uma aplicação crítica ainda não validada no Windows 11, quando a migração precisa ocorrer em etapas, quando a troca de hardware já está planejada ou quando uma dependência operacional impede a mudança imediata. Nesses casos, o programa pode criar uma janela controlada para resolver a dependência, desde que o dispositivo seja elegível.
A migração para Windows 11 tende a ser o caminho natural quando o hardware é compatível, as aplicações foram testadas, os drivers e periféricos foram validados e não existe impedimento operacional relevante. Ainda assim, a mudança deve ser precedida por backup, piloto e plano de retorno adequado ao ambiente.
A substituição merece avaliação quando o hardware não atende aos requisitos, o equipamento está envelhecido, o desempenho já compromete a produtividade ou o custo e o risco de manter a máquina antiga deixaram de se justificar. Uma incompatibilidade com Windows 11 pode ser apenas uma parte do problema: garantia vencida, armazenamento degradado, pouca memória e indisponibilidade de drivers também pesam na decisão.
| Cenário | ESU temporário | Migrar Windows 11 | Substituir equipamento | Observação |
|---|---|---|---|---|
| PC compatível + aplicações compatíveis | Pode não ser necessário | Avaliar como caminho principal | Somente se outros fatores justificarem | Confirmar drivers, periféricos e backup |
| PC compatível + aplicação crítica ainda não homologada | Pode servir como ponte, se elegível | Após homologação | Não resolve sozinho a aplicação | Criar prazo e plano para eliminar a dependência |
| PC incompatível com Windows 11 | Pode ganhar tempo, se elegível | Não usar instalação não suportada como estratégia | Avaliar | Investigar todos os requisitos antes de decidir |
| Máquina antiga com baixo desempenho | Não corrige limitações de hardware | Pode não ser adequada | Avaliar com prioridade | Considerar produtividade, garantia e confiabilidade |
| Aplicação legada crítica | Pode criar janela temporária | Somente após teste | Pode não resolver a compatibilidade | Envolver fornecedor e preparar contingência |
| Parque grande que precisa migrar em etapas | Pode proteger grupos temporários elegíveis | Migrar por ondas | Substituir grupos sem viabilidade | Uma estratégia híbrida pode ser mais adequada |
Antes de contratar ESU, descubra o que realmente existe no parque
A pior abordagem é aplicar a mesma decisão a todas as máquinas sem conhecer o parque. Dois computadores com aparência semelhante podem ter edições do Windows, firmwares, aplicações e níveis de criticidade completamente diferentes.
O inventário deve registrar, no mínimo:
- edição do Windows e versão/build instalada;
- modelo do equipamento e processador;
- quantidade de RAM e tipo/capacidade de armazenamento;
- presença e estado do TPM;
- disponibilidade de UEFI e Secure Boot;
- compatibilidade oficial com Windows 11;
- idade aproximada e situação da garantia;
- aplicações instaladas e aplicações críticas;
- drivers e periféricos utilizados;
- dependências locais, integrações e bancos de dados;
- usuário ou área responsável pela máquina;
- criticidade operacional e impacto de indisponibilidade.
Esse levantamento permite separar o parque em grupos: pronto para migrar, dependente de validação, candidato temporário ao ESU e candidato à substituição. Também evita contratar cobertura para máquinas que poderiam ser migradas ou substituir equipamentos que ainda têm uma rota segura e economicamente justificável.
O inventário não deve ser uma fotografia isolada. Durante o projeto, mudanças de usuário, equipamento, aplicação e criticidade precisam ser registradas para que o plano continue refletindo a operação real.
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Como saber se o computador pode migrar para Windows 11?
A avaliação deve combinar os requisitos oficiais com testes do ambiente da empresa. Entre os requisitos mínimos validados estão processador de 64 bits compatível, com 1 GHz e dois ou mais núcleos; 4 GB de RAM; 64 GB de armazenamento; firmware UEFI com capacidade de Secure Boot; TPM 2.0; placa gráfica compatível com DirectX 12 e driver WDDM 2.0; e tela de pelo menos 9 polegadas com resolução 720p.
Atender ao mínimo técnico não encerra a análise. É preciso conferir se o modelo do processador está na lista compatível, se há espaço operacional suficiente, se os drivers do fabricante estão disponíveis e se aplicações e periféricos funcionam corretamente. Em empresas, uma atualização que inicia com sucesso mas interrompe um sistema fiscal, uma impressora de etiquetas ou um equipamento de laboratório não pode ser considerada concluída.
Não é recomendável adotar contornos de requisitos ou instalar Windows 11 de forma não suportada como estratégia empresarial. Isso pode criar uma nova dependência difícil de administrar e não resolve os problemas de compatibilidade, manutenção e governança.
O computador não tem TPM 2.0: precisa ser trocado?
Não necessariamente, antes de verificar o hardware e o firmware. Em alguns equipamentos, o TPM 2.0 existe, mas está desabilitado, ou é oferecido por uma implementação de firmware. Isso não significa que todo computador tenha TPM 2.0 nem que ativá-lo seja sempre simples ou suficiente.
Alterações em BIOS ou UEFI devem ser avaliadas tecnicamente, considerando criptografia, chaves de recuperação, configuração atual e orientação do fabricante. Em parques maiores, essa verificação costuma fazer parte de uma rotina de manutenção de computadores em empresas, e não de uma ação improvisada. O TPM também é apenas um dos requisitos: processador, Secure Boot, memória, armazenamento, drivers e compatibilidade das aplicações continuam relevantes.
E se um sistema da empresa só funcionar no Windows 10?
Primeiro, identifique exatamente qual aplicação cria a dependência. Registre versão, fornecedor, módulos usados, banco de dados, integrações, drivers, dispositivos conectados e processo de negócio afetado. Uma declaração genérica de que “o sistema não funciona” não é suficiente para decidir por anos de permanência no Windows 10.
Consulte o fornecedor e confirme as versões homologadas. Teste o Windows 11 em ambiente controlado, com dados e fluxos representativos, sem migrar a máquina crítica às cegas. Verifique impressoras especiais, tokens, leitores, scanners, equipamentos industriais e qualquer dependência que possa não aparecer em um teste superficial.
Crie também uma contingência: cópia validada dos dados, procedimento de retorno, responsáveis, janela de mudança e critério objetivo para interromper o teste. Se a aplicação realmente impedir a migração imediata, o ESU pode funcionar como janela temporária para dispositivos elegíveis enquanto a dependência é corrigida, atualizada ou substituída.
O ESU não garante compatibilidade do sistema legado. Ele também não corrige um aplicativo sem suporte, um driver abandonado ou um equipamento periférico incompatível. A empresa precisa tratar a causa da dependência e definir um prazo para encerrá-la.
Faça backup antes de atualizar ou substituir computadores
Antes de migrar, reconfigurar ou substituir uma máquina, identifique e proteja os dados que não podem ser perdidos: arquivos locais, documentos, perfis de usuário, dados de aplicações, favoritos, configurações, certificados permitidos pela política da empresa, bancos locais e informações que ainda não foram sincronizadas.
O backup deve ser verificável. Não basta concluir que “está na nuvem” sem confirmar quais pastas, perfis e aplicações estão realmente cobertos. Sincronização e OneDrive não equivalem automaticamente a uma estratégia completa de backup, especialmente quando existem exclusões, arquivos locais, versões sobrescritas ou dados mantidos por aplicações. Em ambientes empresariais, o mais seguro é estruturar uma política de backup corporativo em vez de depender de sincronização isolada.
Para máquinas críticas, valide a restauração de uma amostra e documente o que será recuperado, por quem e em quanto tempo. Essa preparação reduz o risco tanto na atualização para Windows 11 quanto na troca física do equipamento.
Windows 10 Enterprise LTSC 2021 tem o mesmo prazo do Windows 10 comum?
Não. O Windows 10 Enterprise LTSC 2021 possui ciclo de vida próprio e não deve receber automaticamente as datas e regras do Windows 10 22H2. A documentação oficial consultada indica encerramento do suporte em janeiro de 2027. Há páginas Microsoft que apresentam diferença de um dia na data exata; essa divergência documental deve ser conferida na fonte mais diretamente aplicável ao produto e ao contexto da organização.
A Microsoft também mantém documentação e oferta ESU próprias para o Enterprise LTSC 2021. Portanto, não se deve reutilizar sem validação os mesmos pacotes, procedimentos, datas ou regras do programa comercial geral do Windows 10 22H2.
Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021 não é a mesma edição. Ele possui ciclo próprio, com suporte estendido chegando a janeiro de 2032 conforme a documentação atual. Isso não permite concluir que qualquer computador corporativo identificado informalmente como “LTSC” tenha esse prazo. A edição real precisa ser confirmada, e a regra do IoT não deve ser aplicada a computadores comuns.
Windows 10 ESU continua recebendo atualizações em 2026?
Sim, dispositivos elegíveis e corretamente inscritos continuam recebendo atualizações dentro do escopo oficial do programa. A atualização KB5122878, publicada em setembro de 2026, é uma evidência de que o ESU está operacional no período.
A Microsoft também publicou posteriormente a atualização fora de banda KB5129236, relacionada a um problema de Remote Desktop observado após a atualização daquele mês. O objetivo desta referência não é transformar o planejamento empresarial em acompanhamento de cada KB, mas demonstrar que os dispositivos inscritos ainda precisam de gestão de atualizações, monitoramento e resposta a incidentes de compatibilidade. Esse acompanhamento contínuo segue o mesmo princípio de um monitoramento de TI 24x7: identificar desvios cedo, antes que se transformem em indisponibilidade.
Estar no ESU significa que o computador está totalmente protegido?
Não. O ESU adiciona uma camada importante de atualizações de segurança dentro do escopo do programa, mas não torna o computador imune a ataques nem resolve todas as dimensões de segurança e operação.
A empresa ainda precisa administrar EDR ou antivírus, privilégios, autenticação multifator, backup, instalação de correções, navegadores, Office ou Microsoft 365, firewall, rede, monitoramento, conscientização de usuários, hardware e software de terceiros. Aplicações sem suporte e equipamentos degradados continuam representando riscos próprios.
Isso não significa que o ESU seja inseguro. Significa apenas que ele tem um escopo definido. Uma decisão responsável combina as atualizações com controles de segurança, manutenção e um plano de saída do Windows 10.
Plano prático para empresas que ainda usam Windows 10 em 2026
A sequência abaixo é uma referência adaptável, não uma obrigação idêntica para todos os ambientes:
- Inventariar todo o parque de computadores.
- Identificar a edição e a versão do Windows em cada máquina.
- Separar os equipamentos compatíveis com Windows 11.
- Identificar cada incompatibilidade de hardware ou firmware.
- Mapear aplicações críticas e suas dependências.
- Validar versões e planos com os fornecedores das aplicações.
- Testar periféricos, drivers e aplicações em ambiente controlado.
- Identificar os dispositivos efetivamente elegíveis ao ESU.
- Definir quais máquinas realmente precisam do ESU temporário.
- Fazer e verificar o backup dos dados necessários.
- Criar um grupo piloto representativo.
- Migrar em ondas, acompanhando resultados e incidentes.
- Substituir hardware quando a continuidade não for justificável.
- Acompanhar atualizações e a saúde dos dispositivos remanescentes.
- Estabelecer prazo interno para eliminar a dependência do ESU.
Uma empresa pequena pode executar algumas etapas em conjunto. Um parque maior pode precisar de ondas por área, criticidade ou tipo de equipamento. O princípio é o mesmo: tomar decisões com base em evidências e preservar a continuidade da operação.
Qual caminho faz mais sentido?
Cenário A — hardware compatível e aplicações compatíveis
→ Avaliar a migração para Windows 11, com backup e piloto.
Cenário B — hardware compatível e aplicação crítica ainda não validada
→ Avaliar ESU temporário para dispositivos elegíveis e manter um plano de homologação e migração.
Cenário C — hardware incompatível e equipamento antigo
→ Avaliar substituição, considerando desempenho, garantia, confiabilidade e custo total.
Cenário D — parque misto
→ Adotar estratégia híbrida: migrar o que está pronto, proteger temporariamente o que é elegível e substituir o que não tem continuidade adequada.
Cenário E — LTSC ou IoT
→ Confirmar a edição e o ciclo de vida antes de aplicar qualquer regra geral.
Esses caminhos não são decisões automáticas. O mesmo cenário pode exigir resposta diferente conforme a criticidade da máquina, a disponibilidade do fornecedor e o impacto de uma parada.
Perguntas frequentes sobre Windows 10 ESU para empresas
1. O Windows 10 ainda recebe atualizações em 2026?
O suporte regular do Windows 10 22H2 terminou em 14 de outubro de 2025. Em 2026, dispositivos elegíveis e corretamente inscritos no ESU podem receber determinadas atualizações de segurança dentro do escopo do programa. Edições com ciclo próprio devem ser verificadas separadamente.
2. O que é Windows 10 ESU?
É o programa Extended Security Updates da Microsoft. Ele oferece determinadas atualizações de segurança para dispositivos elegíveis durante um período temporário após o fim do suporte regular, ajudando a organização a concluir sua transição.
3. Empresas podem continuar usando Windows 10?
O computador não deixa de funcionar por causa do fim do suporte. Porém, continuar usando o Windows 10 22H2 fora de um ciclo ou programa aplicável altera a exposição a riscos e exige uma decisão formal. A empresa deve avaliar elegibilidade ao ESU, migração para Windows 11, substituição ou uma combinação planejada.
4. O ESU deixa o Windows 10 suportado normalmente?
Não. O ESU tem escopo limitado a determinadas atualizações de segurança. Ele não restaura o ciclo normal completo, não adiciona novos recursos e não equivale a suporte técnico geral irrestrito.
5. O ESU inclui todas as atualizações do Windows?
Não. O programa não é um pacote completo de novos recursos e suporte. Seu foco são atualizações de segurança dentro dos critérios oficiais. O escopo aplicável deve ser conferido na documentação vigente.
6. Quanto tempo uma empresa pode usar ESU?
Para o fluxo comercial geral do Windows 10 22H2, a documentação validada prevê até três períodos anuais, encerrando em outubro de 2028. Os anos são sequenciais e há regras cumulativas. Produtos LTSC e IoT possuem ciclos próprios.
7. Todo computador com Windows 10 pode entrar no ESU?
Não. É preciso confirmar versão, edição, estado do dispositivo, elegibilidade e pré-requisitos. A identificação genérica “Windows 10” não basta, e ciclos LTSC ou IoT não devem ser confundidos com o programa comercial geral do 22H2.
8. É melhor ESU ou Windows 11?
Depende do parque. Se hardware, aplicações, drivers e periféricos forem compatíveis, a migração tende a ser o caminho natural. O ESU pode ser uma ponte quando existe impedimento temporário. Máquinas antigas ou incompatíveis podem justificar substituição.
9. O que fazer se o PC não for compatível com Windows 11?
Primeiro, identifique exatamente qual requisito não é atendido e verifique fabricante, firmware e estado do equipamento. Depois, avalie se o dispositivo é elegível ao ESU como medida temporária ou se a substituição oferece continuidade mais adequada. Não use instalação não suportada como estratégia empresarial.
10. TPM 2.0 é obrigatório?
O TPM 2.0 faz parte dos requisitos oficiais do Windows 11. Em alguns computadores ele pode existir no firmware e estar desabilitado, mas isso precisa ser confirmado. Não altere BIOS ou UEFI sem avaliação técnica e não trate o TPM como o único requisito.
11. ESU resolve aplicações legadas?
Não. O ESU fornece atualizações dentro do seu escopo, mas não garante compatibilidade de programas, drivers ou periféricos. Ele pode criar uma janela de transição enquanto a empresa testa, atualiza ou substitui a aplicação dependente.
12. Enterprise LTSC 2021 termina em 2027?
A documentação oficial consultada indica encerramento do suporte em janeiro de 2027. Há documentação e oferta ESU específicas para essa edição. Datas, pacotes e procedimentos do Windows 10 22H2 não devem ser reutilizados automaticamente.
13. IoT Enterprise LTSC 2021 também termina em 2027?
Não. O Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021 possui ciclo próprio, com suporte estendido chegando a janeiro de 2032 conforme a documentação atual. É necessário confirmar a edição instalada antes de aplicar essa regra.
14. Como planejar a migração de vários computadores?
Comece pelo inventário, agrupe máquinas por compatibilidade e criticidade, valide aplicações e periféricos, faça backup, execute um piloto e migre em ondas. Use ESU somente nos dispositivos elegíveis que realmente precisem de uma ponte e estabeleça prazo para encerrar essa dependência.
Conclusão: a decisão começa pelo parque real
O fim do suporte regular do Windows 10 22H2 já ocorreu. Em 2026, a pergunta prática é: o que fazer com as máquinas que ainda dependem dele?
Há três caminhos principais: usar ESU temporariamente em dispositivos elegíveis, migrar para Windows 11 quando hardware e aplicações estiverem prontos ou substituir equipamentos sem uma rota adequada de continuidade. Em parques mistos, uma combinação planejada pode ser necessária.
O ESU é uma ponte, não uma estratégia permanente. A decisão começa pelo inventário real do parque, passa pela validação das aplicações e termina com um prazo claro para reduzir e eliminar a dependência do Windows 10.
A Suporte de TI - Resolve Tecnologias pode avaliar o parque de computadores da empresa, identificar equipamentos compatíveis com Windows 11, mapear máquinas que ainda dependem do Windows 10 e estruturar um plano de migração. Conheça nossos serviços de TI no Rio de Janeiro e saiba mais sobre a empresa de TI no Rio de Janeiro.
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Escrito por
Diretor Executivo, Proprietário e Responsável Técnico
13 anos de experiência profissional, formação em cibersegurança e governança de TI e certificações como ITIL 4, ISO/IEC 27001, CRISC e CISSP.
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Formada em Gestão de Recursos Humanos e de Pessoal pela UFF.
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Publicado por Suporte de TI - Resolve Tecnologias · Política editorial


